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2° Fórum na Incubadora Guarulhos discute importância do design |
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Por Felipe Rabello Gonçalves |
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O Designer Jacob Breur durante sua palestra |
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Em sua segunda edição – a primeira ocorreu no final de junho – o Fórum de Empreendedorismo e Tecnologia da Incubadora de Empresas de Guarulhos, a segunda maior do país, proporcionou importantes discussões na área de design industrial, com a apresentação do especialista na área Jacob Breur, que trabalhou durante seis anos na Philips International como designer de eletrodomésticos.
A partir do momento em que um empresário observa um produto com design diferenciado, por vezes futurista, logo imagina que o preço será exorbitante. Contudo, de acordo com Breur, essa relação nem sempre é verdadeira. “É necessário, entre outros fatores, saber a quantidade a ser produzida e, mais importante, a forma de execução do projeto”, diz. Na Philips, por exemplo, o custo do design é baixo, apenas 2% do faturamento é gasto com investimentos no design. Ou seja, pode-se gastar pouco, mas adequadamente.
Quando uma empresa desenvolve um produto diferenciado, que fugirá aos padrões do que é visto regularmente nas prateleiras dos supermercados, por exemplo, torna-se mais fácil realizar uma venda. O consumidor, de um modo geral, não compra o produto em si, mas o seu conceito, o que foi investido em seu design e ergonomia, que nada mais é do que tornar o produto confortável para a utilização humana.
“As pessoas não compram uma TV, um computador ou um notebook, elas compram um estilo de vida, com um design elegante e muita praticidade”, resume Afrânio Galan, da Lemonblue, empresa incubada que trabalha com design para a Internet. Segundo ele, um design criativo influencia até 90% da venda, e cita o caso do iPhone, o telefone celular da Apple sensível ao toque. “Os palmtops têm a mesma função, mas não possuem a mesma interação com o usuário. É um estilo de vida, a pessoa não percebe que está usando, mas acaba virando rotina. Isso torna o design importante para que as empresas lucrem cada vez mais”, afirma.
Augusto Carpigiani, um dos proprietários da Irmãos Carpigiani, incubada há dez meses, mas fundada há 46 anos, conta que sua empresa teve de se reposicionar no mercado após a entrada na Incubadora.
Segundo ele, essa transição é complicada, e um dos modos de facilitá-la é fazer com que o cliente fique feliz com uma idéia e decida colocá-la em prática da melhor maneira possível, o que significa estabelecer um plano de negócios com começo, meio e fim. “Temos que saber apresentar soluções para o cliente. Ao invés de vender peças de reposição, apresentar soluções inovadoras a um custo baixo, sem o qual o produto ou serviço não será vendido”, afirma Carpigiani, cuja empresa recentemente aumentou seu parque fabril em 25%.
Além das vendas de produtos e serviços, um design eficiente pode ser uma ferramenta de modificação interna da estrutura, ou seja, pode ser utilizada em benefício da própria empresa. A partir de condições mais adequadas de trabalho, o que quer que a empresa tenha a oferecer será naturalmente mais bem aceito no mercado.
A Irmãos Carpigiani é uma incubada não-residente, com sede em São Paulo, mas deverá vir para Guarulhos nos próximos meses. Sua entrada na Incubadora mostra que esta não mais trabalha apenas com projetos embrionários, como também com aqueles já posicionados no mercado. “Há empresas que nos procuram buscando inovações dentro do processo fabril, como é o caso da Irmãos Carpigiani. O papel da Incubadora vai além do auxílio técnico, ela pretende também aumentar a vontade empreendedora do indivíduo”, comenta o gerente Nilson Cruz Jr.
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